Nova York - As autoridades sanitárias dos Estados Unidos (EUA) informam que cidadãos americanos a bordo do navio de cruzeiro atingido pelo surto do novo coronavírus estão proibidos de retornar ao país por, pelo menos, 14 dias após seu desembarque.
O Diamond Princess foi colocado sob quarentena pelo governo japonês enquanto permanece atracado no porto de Yokohama, nas proximidades de Tóquio. Enquanto mais de 300 americanos foram evacuados pelo governo dos EUA, cerca de 100 permanecem a bordo ou em hospitais no Japão.
Passageiros e tripulação que testarem negativo para o vírus e não apresentarem sintomas poderão desembarcar a partir de ontem, quarta-feira (19), uma vez que a quarentena de 14 dias se encerrou.
MÉDICO
O médico da Universidade de Kobe, Kentaro Iwata acusou o Japão de fazer um trabalho pior do que o da China para proteger as pessoas do coronavírus. Ele fez as alegações depois de passar a terça-feira (18) a bordo do navio Diamond Princess.
Para Iwata, o navio não deveria ser usado como câmara de quarentena e a tripulação deveria ser removida o mais rápido possível, tendo em vista o perigo do contágio. "Temos que assumir que todos os utensílios desse navio foram expostos a infecções", disse.
A bordo do navio, o médico disse ter encontrado uma ampla ignorância das práticas adequadas de quarentena. Declarou que não havia barreiras claras que separavam a tripulação do navio suspeita de contaminação de pessoas sem sintomas.
Havia cerca de 3.700 passageiros e tripulantes na embarcação quando a quarentena de duas semanas começou, em 5 de fevereiro. Nesta quarta-feira foram confirmados 621 casos de coronavírus a bordo, de acordo com o Ministério da Saúde do Japão. Foram 79 novos casos.