Esse amor proibido
Estampado nas bandeiras de massa
Com suas cores ressurgindo de sombras
Repintando esses ladrilhos apagados
Se confunde no vermelho que escorre
Em cada casa de palavras restritas
De rios de sangue e sal derramados
Dos milhões que sangram na pátria
Num Brasil que volta a se apagar
De tempos e tempos de restrição
Um ataque encoberto de risada de bar
Um despreconceito na piada de família
É o fim e recomeço da esperança erguida.
Caio Brisola