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Amanhã tem Cartola e Tradição da Zona Leste no Sambódromo

Marcele Tonelli e Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

O Sambódromo de Bauru recebe, na noite desta segunda-feira (24), a partir das 19h30, o segundo dia de desfiles do Carnaval 2020. E quem se apresenta, além dos quatro blocos que garantirão a alegria do público presente, são as escolas de samba Tradição da Zona Leste e Acadêmicos da Cartola, que sairão na passarela a partir das 23h40 (veja mais no quadro). Um público de aproximadamente 15 mil pessoas é esperado para esta noite.

Neste último dia de desfiles, as agremiações prometem surpreender. Quarta colocada em 2019, a Tradição da Zona Leste, que deve se apresentar a partir das 23h40, faz tributo à Maria Felipa de Oliveira, conhecida como a Heroína Negra da Independência na Bahia. Já a Cartola, vice-campeã da festa no ano passado, conta a trajetória dos povos ciganos pelo mundo até chegarem ao Brasil.

CARTOLA

Com o grito "Optchá!", uma saudação cigana que significa "salve", a Cartola promete alegrar o público e provocar reflexão ao contar história de rejeição e a peregrinação dos ciganos pela Europa e Ásia até chegarem ao Brasil.

Com samba-enredo "Vida Cigana (O céu é meu teto, a Terra é minha Pátria e a liberdade é minha religião. Optchá!)", a agremiação pretende desfilar com 700 componentes em 11 alas e quatro carros novos e diferentes de edições anteriores, detalha Paulo Madureira, presidente da escola.

A Cartola conta ainda com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Mariana e Tico, o mestre de bateria Marcus Flores, conhecido como Baby, e o carnavalesco José Horácio Gonçalves.

TRADIÇÃO

Já a Tradição da Zona Leste, que entra na batalha por melhor classificação neste ano, traz a história de uma mulher negra que liderou a resistência e lutou pela liberdade. Com o enredo "A lenda da princesa que incendiou o mar; seu nome, Maria Felipa", a agremiação levará à avenida a trajetória de vida da marisqueira que transgrediu os padrões impostos pela sociedade. Ela liderou um grupo armado e reivindicou os direitos de negros e pobres.

Mais conhecida pela população da Ilha de Itaparica, Maria Felipa teve participação fundamental em confrontos com portugueses durante a guerra da Independência da Bahia, entre fevereiro de 1822 a julho de 1823.

Segundo a presidente da agremiação, Gisele Baroni, a Tradição desfilará com 400 componentes em 12 alas e cinco carros. A escola conta ainda com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Denise e Diego, a bateria de Luidi e Paulo e com o carnavalesco Edgar Rodrigues.

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