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Melhora nível do desfile em São Paulo

Estadão Conteúdo
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São Paulo - Na primeira noite do Carnaval 2020 de São Paulo, escolas de samba carregaram na crítica social em meio à folia do Anhembi. Teve placas com frases lacradoras. Teve alegoria gigante de Marielle Franco, crítica à violência policial e até menino que veste azul e menina que veste rosa. Mas houve também quem não quis misturar política e Sambódromo.

Mais elaborada do que em edições anteriores, a festa teve como ponto baixo um intervalo forçado de cerca de 1h20, após um carro alegórico enroscar na rede elétrica durante a dispersão, deixar parte da arena sem luz e atrasar as apresentações seguintes.

O incidente aconteceu por volta das 2 horas, no fim do desfile da atual vice-campeã, a Dragões da Real - a terceira escola da noite. O abre-alas, que havia passado normalmente sob o pórtico que mede o limite de altura na avenida, bateu em um fio na saída do Anhembi e derrubou a luz de áreas externas do Sambódromo, como nos banheiros e tendas de alimentação. O cronômetro oficial também parou de funcionar. A companhia de luz Enel teve de ser acionada e a Avenida Olavo Fontoura ficou travada. A escola, no entanto, não deve perder ponto, já que o problema ocorreu após o fim do desfile.

Em comum, as escolas puderam comemorar que a possível tempestade, aguardada com apreensão, ficou só na ameaça. Já era de manhã, no penúltimo desfile, quando uma chuva moderada começou a cair às 7 horas. Depois parou. "Graças a Deus, São Pedro segurou as torneiras", comentou Paulo Sérgio Ferreira, o Serginho, presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, ao abrir as festividades. A expectativa era de um público entre 25 mil e 30 mil.

Atual campeã, a Mancha Verde levantou a plateia com desfile repleto de mensagens políticas e entra forte pelo bi-campeonato. Durante a apresentação, a torcida chegou a abrir dois bandeirões.

Outro destaque foi a Dragões da Real, apesar do problema do lado de fora da avenida.

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