Cultura

Tradição da Zona Leste conta a lenda da princesa que incendiou o mar

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

Com força e garra, a Tradição da Zona Leste abriu o desfile de escolas no segundo dia de Carnaval no Sambódromo, no início da madrugada desta terça-feira (25). O enredo escolhido e que levantou a arquibancada foi “A lenda da princesa que incendiou o mar; seu nome, Maria Felipa”.

O carnavalesco da agremiação, Edgard Rodrigues, destaca que a escola conta a história da heroína, desde sua chegada ao Brasil. “Maria Felipa era filha de reis, uma princesa, que junto da família foi trazida ao Brasil como escrava pela elite portuguesa. Aqui, ela teve ajuda dos índios e dos negros e fez a revolução pela libertação dos escravos, na Bahia”, conta.

A escola, que terminou em quarto lugar no ano passado, fica na expectativa por uma melhor classificação em 2020. “É muita luta, muita correria, mas esperamos fazer um Carnaval bonito”, comenta Francisco Saes, o Chiquinho, diretor e esposo da presidente da agremiação, Gisele Baroni.

Ela, inclusive, não esteve no Sambódromo nesta segunda-feira. “Depois que me acidentei e fiquei hospitalizado, Gisele fez uma promessa de que, caso eu me recuperasse, ela não viria mais ao Sambódromo. Agora, só nos bastidores”, finaliza Chiquinho.

A escola representante do Mary Dota, que desfilou com 400 componentes, cinco carros e 12 alas, ainda arrancou gritos da arquibancada com a evolução da bateria.

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