Salvador - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reclamou nesta terça-feira (25) da atuação do ministro Sergio Moro e do presidente Jair Bolsonaro frente à crise na segurança pública e os motins organizados por policiais militares em estados como o Ceará.
Classificando o movimento de "miliciamento das polícias militares", Doria criticou duramente os motins dos policiais, chamando o movimento de inconstitucional e antidemocrático.
"É preciso que o governo federal tenha um posicionamento melhor nesta área. Eu confio e gosto do ministro Sergio Moro, mas ele precisa ter a firmeza que tinha como juiz agora como ministro também", disse Doria, que nesta terça-feira assistiu a desfiles de trios elétricos no circuito do Campo Grande, em Salvador.
De acordo com o governador paulista, o movimento dos policiais afronta o direito do cidadão de ser protegido pela polícia e é visto com preocupação pelos governadores dos estados.
A declaração representa uma mudança acerca do comportamento que o tucano vinha adotando em relação a Moro nos últimos anos. O ex-juiz, por exemplo, foi condecorado em junho passado com a principal honraria do governo de São Paulo, a Ordem do Ipiranga. À época, o ministro da Justiça estava sob forte pressão diante das primeiras revelações de conversas com procuradores pelo site The Intercept Brasil.