Nacional

Bolsa cai 7% por causa de surto

Agência Brasil
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São Paulo - Os receios quanto ao impacto do novo coronavírus sobre a economia mundial afetaram fortemente o mercado financeiro no retorno do carnaval. Em alta pela sexta sessão seguida, o dólar voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. Nesta quarta-feira (26), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 4,444, com alta de R$ 0,051 ( 1,16%). A bolsa de valores caiu 7%, a maior queda diária em quase três anos.

O dólar abriu em alta e manteve-se em torno de R$ 4,44 durante quase toda a sessão. Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 10,75%. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 4,85, com alta de 1,43% nesta quarta-feira.

O Banco Central (BC) vendeu, nos primeiros minutos de negociação, US$ 500 milhões em contratos de swap cambial - que equivalem à venda de dólares no mercado futuro - e anunciou um leilão de US$ 1 bilhão para esta quinta-feira (27). Mesmo assim, os anúncios foram insuficientes para segurar a alta do dólar. Por causa da Quarta-Feira de Cinzas, o mercado só operou à tarde.

ARGENTINA

O peso argentino atingiu uma mínima de seis meses nesta quarta-feira e a maioria das outras moedas latino-americanas continuou em queda movida pelo coronavírus, conforme o surto se espalhava por mais países.

Na volta da Argentina de um fim de semana prolongado, o peso caiu 0,4%, para 62,09 por dólar, enquanto o índice de ações Merval despencou 6,6%, ambos influenciados pelos mercados globais nesta semana.

MÉXICO

O peso mexicano parecia estender as perdas para uma sexta sessão, com queda de 0,5% em relação a um dólar mais forte, enquanto o peso colombiano alcançou uma baixa de duas semanas.

"O clima no mercado é cauteloso conforme os participantes do mercado monitoram de perto a propagação do surto", disse Wilson Ferrarezi, economista da TS Lombard em São Paulo.

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