São Paulo - Os resultados da biópsia dos linfonodos localizados ao lado do estômago do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), 39 anos, apontaram que o câncer não desapareceu após a quimioterapia e que ele precisará continuar seu tratamento com sessões de imunoterapia.
O diagnóstico foi anunciado nesta quinta-feira (27) pelos médicos que cuidam do prefeito no hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista, região central de São Paulo.
Na semana passada, os médicos disseram que o prefeito teve uma reação excepcional à quimioterapia, e que o tumor na região do estômago e a metástase no fígado haviam desaparecido nos exames médicos. Restava apenas a biópsia dos linfonodos, que diria se existiam ou não células tumorais no local, que está aumentado em relação ao tamanho normal.
Como o resultado foi positivo, os médicos recomendaram a imunoterapia.
A terapia a que ele se submeteu até agora foi extremamente eficiente, mas não foi suficiente", disse o infectologista David Uip, que encabeça a equipe que trata do prefeito.
A imunoterapia é um dos tratamentos mais recentes aplicados ao câncer. O oncologista Artur Katz explica que quando existe um tumor, o sistema imune deveria atacá-lo, mas que o tumor coloca-o em uma espécie de transe. As drogas da imunoterapia buscam romper esse transe e fazer com que o sistema ataque o câncer.
Os efeitos adversos são incomuns, diz Katz, mas podem envolver excesso ou diminuição da atividade da tireoide e alguma sensação de fadiga. Com seu sistema imunológico reforçado, o prefeito foi liberado pelos médicos para retomar suas atividades públicas paulatinamente.
A imunoterapia é realizada a cada três semanas e, segundo os médicos, deverá ser aplicada em Covas durante seis meses, ou seja, até agosto, com exames realizados a cada dois meses.