Eles estão em todos os lugares: banheiros públicos, hospitais, academias, entradas e saídas de locais muito movimentados. Também são fáceis de carregar na bolsa. Bastam algumas gotas e pronto: podemos pegar um alimento com as mãos e comê-lo sem risco.
Os populares frascos com gel antibacteriano, antissépticos ou desinfetantes para as mãos facilitam a vida numa era em que há maior consciência da importância da higiene. Mas pesquisas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), uma agência do governo dos Estados Unidos, indicam que eles não são tão eficazes contra alguns tipos de germes, que podem ser melhor combatidos com água e sabão.
Embora o CDC destaque que, na maioria dos casos, desinfetar as mãos com gel funciona tão bem quanto lavar a mão, há um limite para o que esses produtos podem erradicar e as condições em que podem ser eficientes.
O gel não protege, por exemplo, contra Salmonella, Escherichia coli, Staphylococcus aureus resistente a antibióticos (MRSA) e norovírus, que podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, causar complicações sérias e até levar à morte.
No caso da Salmonella e da Escherichia coli, a diarreia provocada pode ser fatal em casos graves. O contágio pode ocorrer pelo contato com fezes ou alimentos que não foram adequadamente refrigerados. Isso pode ser evitado ao lavar as mãos com água e sabão, especialmente depois de usar o banheiro ou ao preparar alimentos.
O coronavírus é geralmente é contraído em navios de cruzeiro e facilmente transmitido entre passageiros e a tripulação. É a principal causa dos sintomas de gastroenterite ou "gripe intestinal", e o gel antibacteriano simplesmente não consegue matá-lo. Embora os fracos com gel sejam abundantes nestes navios e em outras embarcações do tipo, o CDC recomenda que os passageiros lavem as mãos com água e sabão.