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Competitivo mundo da TV

Oscar D'Ambrosio
| Tempo de leitura: 1 min

O mundo do espetáculo, especialmente da televisão, tem muito de seu charme destruído no filme "Late Night", de Nisha Ganatra, com consistentes atuações da carismática Emma Thompson e da jovem Mindy Kaling. A primeira é uma premiada, mas decadente, apresentadora de um programa de TV; a segunda, a jovem novata que estreia como redatora.

O confronto entre as duas personagens é que faz o filme funcionar. A veterana apresentadora precisa salvar o programa, com taxas de audiência em queda nos últimos dez anos e não sabe como. A jovem, de ascendência indiana, luta para mostrar que está na equipe não apenas para suprir a cota de ser mulher e de diversidade étnica.

Em meio a elas, está toda a indústria da televisão, que envolve a dona da emissora, preocupada com os números do negócio, e a equipe de redatores, voltada muito mais para si mesmos do que com o produto final. Falta liderança e estabilidade ao grupo, num clima em que qualquer falha é punida com a demissão.

Embora em tom de comédia, o filme consegue mostrar questões essenciais do mundo do show business. A essencial está na necessidade de renovação constante e na fronteira tênue entre ter qualidade e manter a audiência. Há ainda a discussão dos limites entre as vidas públicas e privada. Enfim, trata-se de um mundo complexo e competitivo, em que há mais choros do que risos.

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