(Resposta à carta do Sr. Vanderci José Colasso - publicação do dia 09/02).
Sr. Vanderci José Colasso, inicialmente gostaria de agradecê-lo pelas palavras e acrescentar algumas coisas... Como se sabe, não existem sinônimos perfeitos. E, assim, verdade, não é sinônimo de realidade. Da mesma forma que "a história é contada pelos vencedores", como disse George Orwell, a verdade, ultimamente, vem manchada pela tendência das pessoas. Para uns, Lula é um corrupto... para outros, um perseguido político... Para uns, o lugar de Flávio Bolsonaro é no Senado... para outros, ele deveria estar na cadeia, junto com o Queiróz... Hoje, existem verdades para todos os gostos, verdades vermelhas, verdades verde oliva, verdades de todas as cores... e, entre as múltiplas cores, infinitos matizes...
Eu prefiro a transparência, sem cor, sem credo, sem tendências... Uma transparência que me permita apenas ver com clareza... Como o senhor mesmo disse, sr. Vanderci, está difícil encontrarmos equilíbrio neste nosso país... Infelizmente existem pessoas que se acham donas da verdade, igual a criança birrenta que não pode ser contrariada. E quem sou eu para discutir? Não sou engenheiro, não sou professor aposentado da Unesp, nem me acho um gênio por escrever cartas à Tribuna do Leitor.
Sr. Vanderci, em meio a tanta sandice, demagogia, vaidades e ufanismos de ocasião, só nos resta manter a fé e seguirmos a vida como Diógenes, com uma lanterna na mão, procurando homens justos... Não homens que venham nos impor suas verdades... mas homens que tenham a coragem de expor com transparência a realidade das coisas.