Política

Sessão, ontem: 'Para que partido eu vou?'

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A Câmara Municipal de Bauru teve uma sessão ordinária com pauta bastante reduzida e sem assuntos polêmicos, na tarde de ontem. Mais da metade dos vereadores abriu mão do uso da tribuna, que teve, essencialmente, críticas ao governo municipal - leia mais na página 4. O que predominou mesmo foram as conversas a respeito do processo eleitoral. Apesar da campanha oficial ocorrer apenas entre agosto e outubro, a chamada pré-campanha já mobiliza os partidos e o período da 'janela' partidária, em que os vereadores podem trocar de legenda sem sofrer punição, movimentou as rodas de conversa informal na sessão.

No domingo (1), o JC trouxe ampla matéria mostrando que Bauru tem, atualmente, pelo menos 12 pré-candidatos a prefeito, número que deve cair com a aproximação das eleições. O assunto repercutiu bastante na sessão. A atração de filiados sem mandato, para formar chapas competitivas de candidatos a vereador, e a costura de coligações já são fortes. Até 4 de abril, todas as filiações precisam estar registradas e a partir daí serão fechadas as chapas de prefeito e vice.

Na sessão de ontem, diversos parlamentares demonstraram que estão indecisos sobre o futuro, e não sabem para qual partido irão na janela.

Alguns, como Markinho Souza (PP), Yasmim Nascimento (PSC) e Pastor Luiz Barbosa (PRB), pretendem mudar de legenda, mas estão longe de decidir o destino.

Outros, como Manoel Losila, já definiram - ele sairá do PDT e entrará no MDB. Sandro Bussola, do PDT, deve ir para o PSD, e Serginho Brum deve trocar o PSD pelo PSDB. Ricardo Cabelo conversa com o PTB, uma vez que já decidiu que sairá do Cidadania, enquanto Coronel Meira sairá do PSB e tem como destino provável o PSL. Miltinho Sardin (PTB) ainda não decidiu para onde vai.

Entre os que pretendem ficar em seus atuais partidos estão Fábio Manfrinato (PP), Chiara Ranieri (DEM) e Natalino da Silva (PV), todos presidentes de suas legendas. José Roberto Segalla (DEM) e Edvaldo Minhano (Cidadania) também ficarão. Telma Gobbi (SD) e Carlão do Gás (MDB) e Carlinhos do PS (PV) afirmam que, por enquanto, permanecerão em seus partidos atuais.

MATEMÁTICA

Alguns vereadores já falam que, para entrar no jogo, o candidato terá que obter pelo menos 1.500 votos para pleitear uma cadeira. Já a conta do coeficiente eleitoral é uma incógnita. A proibição de coligações para a disputa proporcional, ou seja, de vereador - somente na chapa majoritária (prefeito) as coligações foram mantidas - é outra situação que embaralha as cartas no tabuleiro eleitoral.

Não há consenso entre dirigentes partidários a respeito da conta, se obrigará o candidato a fazer mais ou menos votos para entrar. A dificuldade em formar chapa completa, com 26 nomes, é outra situação comentada por vereadores.

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