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Aulas são suspensas em dia de votação da Reforma da Previdência estadual

TIsa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Diversas escolas de Bauru e região tiveram as aulas parcialmente ou integralmente suspensas nesta terça-feira (3) em razão da paralisação de professores contra a Reforma da Previdência dos servidores estaduais. O texto do Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovado em segunda votação na Assembleia Legislativa, na Capital, em tarde marcada por conflitos entre a Polícia Militar e manifestantes (leia mais na página 18).

Segundo levantamento do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), 11 escolas estaduais da região ficaram completamente fechadas. Entre as de Bauru, estavam a Christino Cabral, Antônio Guedes de Azevedo e Stela Machado.

Ainda de acordo com o sindicato, de um total de 101 escolas nos 17 municípios abrangidos pela Diretoria Regional de Ensino, 54 suspenderam total ou parcialmente as aulas nesta terça. "A maioria das escolas que aderiu é de Bauru, mas também contamos com a mobilização de professores de unidades de Arealva, Lucianópolis, Agudos, Iacanga e Reginópolis", enumera a diretora estadual da Apeoesp, Suzi Silva.

Ela explica que, na região, mais de 1 mil professores aderiram à paralisação, sendo que aproximadamente 120 seguiram em caravana para participar dos protestos na Capital paulista. "Calculamos que cerca 50% dos docentes aderiram ao movimento", acrescenta Suzi.

DIVERGÊNCIA

Os índices divergem das informações prestadas pela Secretaria da Educação do Estado. O balanço mais atualizado, divulgado às 11h de terça, informou que 95% dos docentes da rede estadual estiveram presentes em salas de aula em todo o território paulista. A pasta destacou, ainda, que orientou as escolas a permanecerem abertas para receberem os alunos para suas atividades.

Além de professores de unidades de ensino estaduais, alguns docentes de escolas municipais também participaram da paralisação. Conforme a Secretaria Municipal de Educação, três escolas de ensino fundamental (Emefs José Romão, Maria Chaparro Costa e Aníbal Difrancia) ficaram sem aulas. Nelas, estão matriculados 2.529 alunos.

Segundo a pasta, os professores que aderiram à paralisação também dão aulas no Estado. No ensino infantil, cinco escolas tiveram adesão parcial pela manhã e quatro emeis no período da tarde, com impacto para 916 alunos.

"A Reforma aprovada na Alesp não tem efeito para os servidores municipais. Porém, ela abre espaço para que algo semelhante seja instituído em âmbito municipal. O apoio destes professores deve-se a este receio", argumenta Suzi Silva.

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