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INSS: sem sistema há 4 dias e com fila de espera de quatro meses por benefícios

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Criado para assegurar proteção aos trabalhadores, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem sofrido com defasagem de pessoal em todo o Brasil. O tempo média espera por análise de benefícios no Estado, por exemplo, é de mais de 4 meses (128 dias). Não bastasse o descompasso, a unidade de Bauru tem enfrentado problema ainda maior: está com  atendimentos paralisados desde às 16h30 da última quinta-feira (27) por falta de sistema. O INSS informou que a empresa responsável pela internet trabalha no local, mas não deu prazo para resolver a situação.

Enquanto isso, quem tinha atendimento agendado e não soube do problema tem perdido viagem e tempo até a unidade. O INSS, contudo, não informou quantos atendimentos foram prejudicados.

Como forma de minimizar o problema, o órgão informa que 90 dos seus 96 serviços oferecidos já podem ser realizados pelo telefone 135 ou pelo portal Meu INSS (gov.br/meuinss), sem necessidade de se deslocar até uma agência.

Apenas os serviços sem hora agendada e que não precisam de acesso à rede, como orientação e informação sobre os serviços previdenciários, têm sido prestados normalmente.

METADE DO EFETIVO

Agência do INSS em Bauru, assim como as de todo o Estado, teve tempo médio de espera de 128 dias em janeiro de 2020. O período é para trâmites que envolvem desde a solicitação do benefício até a conclusão da análise com a concessão ou indeferimento do pedido. Antes, o período de espera era de, aproximadamente, um mês.

Em quatro anos, só a unidade de Bauru perdeu quase metade de seu quadro funcional. Em janeiro 2016, 55 servidores estavam lotados na agência do município. No mesmo mês de 2020, o efetivo caiu para 28 funcionários. Em todo o Brasil, a autarquia do governo federal atingiu 23 mil servidores, o menor quadro de sua história.

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro anunciou um conjunto de medidas para reduzir a espera. Atualmente, 1,3 milhão de pessoas aguardam análise dos seus pedidos há mais de 45 dias.

Fazem parte das medidas anunciadas a seleção de 7 mil militares da reserva (que receberão treinamento e incremento de 30% na remuneração) para auxiliarem no atendimento ao público, além de restrição às cessões de servidores do INSS a outros órgãos, simplificação e redução da burocracia no atendimento aos segurados e uma perícia preferencial nos servidores afastados do Instituto.

A expectativa é de que, após seis meses de implementação das medidas, os pedidos atinjam equilíbrio frente à demanda de atendimentos.

 

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