O Santos divulgou nesta quarta-feira (4) um comunicado em que condena o ato racista ocorrido na última terça (3), durante a estreia da equipe na Libertadores, diante do Defensa y Justicia, na Argentina, e avisou que entrará com uma representação junto à Conmebol solicitando que punições sejam adotadas.
Na nota, o Santos defende que o torcedor do Defensa y Justicia que praticou o ato de racismo seja afastado dos estádios. Mais cedo, o próprio clube argentino havia divulgado nota em que prometia identificar e punir o torcedor que imitou um macaco na direção do setor visitante na partida disputada no Estádio Norberto Tomaghello, na região metropolitana de Buenos Aires, na abertura do Grupo G da Libertadores. Os brasileiros venceram por 2 a 1. Em seu comunicado, o Defensa y Justicia também publicou uma foto de torcedores dos dois times confraternizando antes da partida.
Na sua nota, o Santos lembra a importância de se combater o racismo, apontando que os clubes também precisam trabalhar diretamente para isso. "O Santos FC entrará com a devida representação junto à Conmebol em relação ao inadmissível episódio de racismo na partida de ontem. Esperamos que identifiquem e afastem este racista de seus jogos. Libertadores é um espaço de rivalidade, disputa dura, mas nunca de preconceito em nossas arquibancadas. O combate ao racismo é responsabilidade de todos os clubes do continente. Em nome da tolerância temos a obrigação de não tolerar o intolerante", afirmou o Santos.
As imagens do ato racista foram registradas por um santista no estádio. No vídeo, também é possível ver um brasileiro, que não está identificado, reclamando do ato racista do torcedor do Defensa y Justicia, que estava próximo aos policiais. "Ninguém vê isso?", questionou.
O ato na Argentina se soma a outros casos de racismo em competições da Conmebol. Em fevereiro, na partida entre Oriente Petrolero e Vasco na Bolívia, o goleiro reserva do Vasco, Alexander, reclamou com o quarto árbitro, alegando ter sido chamado de macaco. A transmissão do jogo flagrou os gestos. Nenhuma ação contra foi adotada.