Brasília - O Ministério das Relações Exteriores (MRE) decidiu nesta quinta (5) retirar quatro diplomatas e 11 funcionários da embaixada e dos consulados do Brasil na Venezuela. Os servidores deixarão o trabalho na embaixada do país em Caracas e nos consulados localizados nas cidades de Ciudad Guayana e Santa Elena do Uairena.
De acordo com a portaria assinada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, serão removidos a ministra de primeira classe Elza Moreira Marcelino de Castro, os conselheiros Francisco Chaves do Nascimento Filho, Carlos Leopoldo Gonçalves de Oliveira e Rodolfo Braga, além dos assistentes e oficiais de chancelaria.
Na diplomacia, a remoção de diplomatas é um sinal de inconformidade na relação entre dois países. O motivo da medida não foi confirmado pelo Itamaraty.
INSTABILIDADE
Em janeiro do ano passado, o governo brasileiro reconheceu o ex-presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela. Guaidó é um dos principais líderes oposicionistas ao governo de Maduro. A instabilidade política provocou a crise humanitária que se instaurou na Venezuela nos últimos anos.
MÃO DUPLA
O governo de Jair Bolsonaro comunicou o regime do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que todos os diplomatas chavistas no Brasil deverão deixar o país.
O aviso dado pela chancelaria brasileira a Caracas é que os diplomatas chavistas serão expulsos do país caso não saiam do país dentro de um prazo estipulado que não foi divulgado.