Belo Horizonte - A 23.ª Vara Cível de Belo Horizonte determinou que a Backer e a Khalil Empreendimentos comprovem, em 48 horas, o cumprimento da tutela de urgência deferida em 18 de fevereiro deste ano que obriga a cervejaria a bancar procedimentos médicos não cobertos pelos planos de saúde de 13 vítimas de intoxicação pelo consumo da bebida. A decisão da 23.ª Vara Cível foi tomada na quinta-feira (5).
"A Backer, mais uma vez, demonstra na mídia e perante todos os órgãos públicos sua falta de sensibilidade e tenta, de várias formas, enganar a população com declarações inverídicas e sem qualquer fundamento", acusaram advogados das vítimas em nova manifestação no processo.
Seis consumidores morreram e pelo menos outros 30 casos de intoxicação são investidados.
A defesa de 13 vítimas diz que o argumento da impossibilidade de cumprimento das determinações devido a bloqueio de bens não procede, tendo em vista "o alto lucro obtido nas nove sociedades componentes do Grupo Econômico Familiar Khalil Lebbos".
Segundo os advogados, "as empresas se movimentam na tentativa de ocultar e dilapidar o patrimônio, além de descumprirem as determinações judiciais". "Todos os fatores apontam que a Backer caminha em destino incerto, que resulta em obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos dos consumidores envenenados, dos que faleceram, dos que seguem combatendo as sequelas e dos familiares".
OUTRO LADO
A empresa manifestou sua dificuldade em honrar os compromissos assumidos na Justiça porque todos os sócios estão com bens bloqueados e a fábrica está interditada.