A festa já passou, mas o imbróglio a respeito do Carnaval 2020, em Bauru, continua. Após a liminar concedida em primeira instância, que suspendeu o repasse de verbas às escolas e aos blocos, agremiações seguem aguardando. Segundo a procuradora-geral do município, Alcimar Mondillo, a contestação será apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) até a próxima segunda-feira (9).
Conforme o JC divulgou, dos R$ 488 mil reservados à Liga das Escolas de Samba e Blocos de Bauru (Liesb), 60% já tinham sido repassados antes do Carnaval - o equivalente a R$ 292,8 mil.
Os outros 40% (R$ 195,2 mil), que seriam pagos após os desfiles, não poderão ser destinados à entidade até que haja julgamento do mérito da ação, já que não houve um processo licitatório e a apresentação de um plano de trabalho prévio que justificasse o repasse.
A liminar concedida em primeira instância, atendeu o pedido feito em ação popular impetrada pelo coordenador regional do Podemos, Abner Isidoro.
Posteriormente, a desembargadora Sílvia Meirelles, do TJ-SP, julgou parcialmente procedente o agravo do município.
'CONTRATO FIRMADO'
Enquanto isso, as agremiações esperam pela decisão e o repasse. O Carnaval no Sambódromo bauruense ocorreu em 22 e 24/2.
"Nós temos um contrato firmado com a Liga e estamos sem nada programado. O que não podemos é ter investido o que investimos, em cima de um contrato, e agora o responsável tem que resolver. A Liga não tem passado nada para nós", afirma Paulo Madureira, presidente da Acadêmicos da Cartola, campeã de 2020.
Presidente da atual vice-campeã, Mocidade Unida da Vila Falcão, Ana Cristina Ignácio da Silva comenta a falta da segunda parcela.
"Estamos aguardando o repasse e, com certeza, isso impacta, porque nossos fornecedores esperam de nós. Assim, como honramos com o contrato, fazendo um belo desfile, esperamos que a prefeitura também honre".
O presidente da Liga, Alisson Talon Carlos, afirmou, por mensagem, que não comentará o assunto no momento.