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Incentivo com árvores e iluminação

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

O uso de bicicletas e o incentivo a mais deslocamentos a pé foram colocados como pontos prioritários no Plano de Mobilidade. A criação de condições propícias, contudo, deve partir do próprio governo municipal. Entre as propostas, estão a construção de ciclovias e a melhoria nas condições das calçadas para garantir boa acessibilidade a pedestres de todas as idades e também a pessoas com deficiência física.

Outro aspecto é a integração com outras políticas públicas, como arborização urbana e iluminação. O plano destaca que, segundo estudos internacionais, a mobilidade a pé é viável para distâncias de até um quilômetro. "Em algumas regiões de Bauru, já há uma oferta de serviços permitindo que as pessoas trabalhem, estudem e façam compras na mesma área, como a Zona Sul. Em outras, isso ainda é menos frequente. A diversificação de polos de comércio e serviços deve acontecer justamente para evitar grandes deslocamentos", afirma a secretária de Planejamento, Letícia Kirchner.

FAVORÁVEL

A fiscalização para aplicar de forma eficiente a Lei das Calçadas, aprovada no ano passado, é um dos instrumentos. Outro é o incentivo à arborização urbana. Anunciado em 2019, o projeto de lei para obrigar que todos os imóveis tenham uma árvore na calçada vai começar a tramitar pela Câmara nesta segunda-feira (9). A proposta é do prefeito Clodoaldo Gazzetta. "A arborização tem vários aspectos positivos, como reduzir a temperatura e ajudar na absorção da água da chuva. E, no caso da mobilidade, ajuda a criar uma condição mais favorável ao pedestre, uma vez que estamos em uma região de muito calor. Então, ter sombra incentiva a pessoa a caminhar e evitar o uso de veículos", lembra o prefeito.

Já a iluminação pública também precisa ser melhorada para dar segurança a quem anda a pé no período da noite. A troca das atuais lâmpadas a vapor de sódio por outras de LED, que oferecem mais claridade e menor custo, está prevista em um projeto de concessão ainda em fase de elaboração. "Com recursos da prefeitura, faremos a troca por LED nas avenidas Nações Unidas, Nuno de Assis e Marcos de Paula Raphael. Depois, na concessão, as demais regiões receberão também", confirma Gazzetta.

A educação para o trânsito e medidas para redução de acidentes - como colocação de semáforos e novos formatos de faixas de pedestre - também foram consideradas no Plano de Mobilidade.

CICLOVIAS

A construção de ciclovias está prevista nas principais avenidas de Bauru e na margem das ferrovias. Atualmente, o município tem 10,9 quilômetros de ciclovias e 9,5 quilômetros de ciclofaixas. Também há 6,3 quilômetros de ciclofaixas de lazer, abertas apenas nos finais de semana.

A proposta é ter 81,8 quilômetros em um chamado traçado prioritário, com custo de implantação estimado em R$ 7,2 milhões. Em uma segunda etapa, chamada de Plano Cicloviário Completo, estão previstos mais 92,2 quilômetros, com custo de R$ 8,1 milhões, totalizando 223,3 quilômetros, usando espaços em avenidas, margens de ferrovias e também nas marginais da rodovia Marechal Rondon.

No custo de implantação, já se considera toda a estrutura, como pavimentação em concreto, pintura, sinalização, iluminação em LED, faixa verde arborizada (nos fundos de vale e eixos férreos), pontos de hidratação, paraciclos e wi-fi gratuito em locais de permanência.

"O Plano de Mobilidade segue a Política Nacional de Mobilidade Urbana, dando prioridade a modais não poluentes e não motorizados, e também ao transporte coletivo. Só assim conseguiremos melhorar o deslocamento dentro do município de forma eficiente", afirma a secretária de Planejamento, Letícia Kirchner. O plano aponta ainda a necessidade de revisão das linhas do transporte coletivo e estudos para que Bauru possa ter Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) a partir do momento em que ultrapassar os 500 mil habitantes, usando a linha férrea.

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