A Prefeitura de Bauru concluiu, enfim, o Plano de Mobilidade Urbana, processo elaborado durante três anos e que foi publicado nesta última semana como decreto. O documento traça os principais problemas enfrentados para o deslocamento das pessoas em Bauru e aponta alternativas para os próximos dez anos, quando deve passar por revisão. A ampliação do transporte coletivo e o incentivo à locomoção por meios não poluentes - como bicicleta ou mesmo a pé - devem ser incentivados no município.
Uma das constatações do plano é a grande quantidade de 'bloqueios' naturais e artificiais entre as regiões da cidade (veja no quadro abaixo). Cortada pelo Rio Bauru e por mais 12 córregos, que já formam limitações naturais, a malha viária é seccionada ainda por ferrovias e rodovias, em especial a Rondon, que tem 12 quilômetros de área urbana. A criação de novos acessos entre as regiões de Bauru é considerada fundamental.
Hoje um problema - devido ao abandono -, as margens das ferrovias são colocadas como parte importante da solução. A proposta é aproveitar esses espaços, que são planos, para a construção de ciclovias, em conjunto com outras ciclovias e ciclofaixas nas principais avenidas, como Nações Unidas, Comendador Martha e Nuno de Assis. O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) afirma que, ainda neste ano, parte do traçado para bicicletas começará a ser feito.
ACESSOS
Apesar de destacar o transporte por modais não poluentes e não motorizados, o Plano de Mobilidade pontua alguns acessos que precisam de investimentos para melhor fluidez do trânsito. No passado, já se cogitou a construção de um anel viário, o que não é considerado atualmente, devido ao alto custo. Entre os acessos destacados, estão a Nuno de Assis após a Rondon - acesso ao Mary Dota -, e a rotatória do 'Relógio de Sol', na entrada da Vila Falcão e Independência.
A conclusão da duplicação da avenida Affonso José Aiello, e a urbanização e duplicação das avenidas José Vicente Aiello, Elias Miguel Maluf e da rodovia Bauru-Piratininga também são destacadas. Ao JC, Gazzetta afirma que algumas obras estão previstas e outras dependem de maior aporte financeiro.
Entre as já previstas, está a mudança na rotatória do 'Relógio de Sol', cujo projeto foi feito ano passado. A previsão é que as obras ocorram até o segundo semestre deste ano. No acesso do Mary Dota, parte ocorrerá durante a construção das marginais da Rondon e o restante com recursos municipais, para concluir o trecho a ser duplicado até a Rosa Malandrino Mondelli. No caso da duplicação do que ainda falta da avenida Affonso José Aiello, o prefeito considera usar recursos próprios ou contrapartidas de empreendimentos.
Já a José Vicente Aiello, além de contrapartidas, dependeria de mais recursos, por enquanto não disponíveis.
Por fim, a duplicação da Elias Miguel Maluf foi solicitada no processo de concessão da rodovia Bauru-Marília, realizado pelo Estado no ano passado - a via ainda é de competência do DER - mas o pedido não foi aceito e por ora não há prazo para a melhoria. O alargamento do viaduto na avenida Waldemar Ferreira, entre a Vila Dutra e o Nova Esperança, também é apontado como medida necessária, e Gazzetta destaca que isso deve ser feito. Em todos esses pontos, a melhoria das calçadas é colocada como prioritária para a mobilidade a pé.