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Cotações do petróleo despencam 25%

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - Um recuo de quase 25% nas cotações do petróleo desencadeou pânico nos principais índices acionários de Wall Street, em um momento em que a rápida disseminação do coronavírus pelo mundo também amplifica temores de uma recessão global.

Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram cerca de 7%.

Os preços do petróleo sofreram nesta segunda-feira a maior queda diária desde a Guerra do Golfo de 1991, após Arábia Saudita e Rússia iniciarem uma disputa de preços que ameaça sobrecarregar os mercados globais da commodity com mais oferta.

Tanto Arábia Saudita quanto Rússia disseram que vão elevar as produções de petróleo, depois de um acordo de três anos entre os países e outros importantes produtores da commodity, que agia para limitar a oferta, entrar em colapso na sexta-feira.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 10,91 dólares, ou 24,1%, a 34,36 dólares por barril. O vencimento chegou a cair 31% no início da sessão, quando bateu mínima de 31,02 dólares, menor nível desde 12 de fevereiro de 2016.

Já o petróleo dos Estados Unidos cedeu 10,15 dólares, ou 24,6%, e terminou o dia cotado a 31,13 dólares por barril. Mais cedo, o WTI chegou a perder 33%, tocando a marca de 27,34 dólares, também mínima desde 12 de fevereiro de 2016.

Esta segunda-feira marcou o maior declínio percentual para ambos os valores de referência desde 17 de janeiro de 1991, quando as cotações do petróleo recuaram em um terço devido à Guerra do Golfo.

Os volumes negociados para os contratos de primeiro mês de ambos os tipos de petróleo bateram máximas recordes.

CORTE DE GASTOS

Ações de empresas de energia também recuaram com força, e produtores norte-americanos de "shale" (petróleo não convencional) passaram a cortar gastos, antecipando-se à queda nas receitas. A Exxon Mobil recuou 12%, enquanto a Chevron teve tombo de 15%.

"O prognóstico para o mercado do petróleo é ainda mais terrível que o de novembro de 2014, quando tivemos pela última vez o início de uma guerra de preços dessa proporção, uma vez que agora ela ocorre ao lado de um colapso significativo na demanda por petróleo devido ao coronavírus", disse o Goldman Sachs em relatório.

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