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Com mix favorável ao açúcar, exportação do Brasil pode disparar

Por Roberto Samora | Reuters
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São Paulo - A guerra de preços de petróleo entre Rússia e Arábia Saudita deve tirar a competitividade do etanol frente à gasolina no Brasil, fazendo com que as usinas brasileiras destinem ainda mais cana para a produção de açúcar, com potencial de elevar o excedente exportável do país.

Para Júlio Maria Borges, sócio-diretor da JOB Economia, essa situação dos mercados tem potencial de elevar a destinação de cana para o açúcar na safra 2020/21 para 46%, aumento de cerca de 10 pontos percentuais ante a temporada que se encerra agora em março.

Com um mercado global deficitário em mais de 9 milhões de toneladas, segundo projeção da Organização Internacional do Açúcar (OIA), já havia expectativa de que o Brasil se aproveitaria dessa situação.

"Estamos aceitando neste momento exportação maior de açúcar, na faixa de 10 milhões de toneladas (de aumento). O mix iria para 46% de açúcar, o que repete a situação de 2016", disse Borges, e os embarques do Brasil cresceriam para 29-30 milhões de toneladas, ante estimadas 19 milhões no ciclo que está se encerrando.

Deve faltar preço para o etanol atrair consumidores, a usina vai maximizar a produção de açúcar, "o que derrubará o preço em segundo momento".

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