Internacional

Itália tem excesso de corpos após coronavírus

FolhaPress
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Milão - Após 20 dias tentando combater o novo coronavírus, a Itália começa a enfrentar problemas além do superlotamento de hospitais e da falta de médicos e enfermeiros. Nas últimas horas, surgiram também dificuldades na gestão dos corpos das vítimas.

Desde que a crise foi deflagrada, em 20 de fevereiro, o país já soma 827 mortes relacionadas à Covid-19. Além do maior número de corpos, que congestionam o serviço funerário de cidades pequenas, a remoção dos cadáveres que possam estar infectados tem exigido um protocolo de segurança específico.

Por causa da possibilidade de contágio, somente agentes funerários especializados podem acessar o local do óbito, munidos de roupas, equipamentos e caixão de máxima proteção.

Foi sob essa justificativa das autoridades sanitárias que uma mulher precisou ficar mais de 24 horas ao lado do marido morto em casa, em Borghetto Santo Spirito, na região da Ligúria, no norte do país. Ele havia apresentados sintomas compatíveis com coronavírus nos dias anteriores e, ao passar mal, chegou a ser reanimada por socorristas antes de morrer. Eles não puderam levar o corpo. "Uma situação horrível e desagradável que nem consigo definir em palavras. Surreal", disse o prefeito Giancarlo Canepa à imprensa italiana.

CREMAÇÃO

Na cidade de Alzano Lombardo, no entorno de Bérgamo, uma das províncias da Lombardia mais atingidas nos últimos dias pelo covid-19, o problema, é a quantidade de corpos à espera da cremação.

"No ano passado, nesse mesmo período, tivemos quatro óbitos. Agora, já são 22", disse o prefeito Camillo Bertocchi ao jornal "La Stampa".

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