A tradicional feira da rua Gustavo Maciel registrou movimento intenso neste domingo (15), mesmo com o avanço de casos de coronavírus no País e o consequente receio diante do risco de moradores da cidade também começarem a ser infectados. Porém, apesar do aparente ambiente de normalidade, feirantes e frequentadores da feira já demonstram apreensão sobre o que pode estar por vir em Bauru.
Feirante de uma banca de folhagens, Rodrigo Moreno comemorou o resultado das vendas durante o domingo, já que, segundo ele, o movimento de clientes foi, surpreendentemente, acima do normal. Por outro lado, afirmou não estar confiante sobre como será o seu faturamento nas próximas semanas.
“Daqui para frente, se começarem a ter casos confirmados em Bauru, pode ser que as pessoas fiquem assustadas e, infelizmente, comecem a deixar de vir à feira”, analisa. Feirante de uma barraca de legumes, Paloma Silva de Moura reforça a impressão de Rodrigo.
“Hoje (domingo), o movimento foi grande, como em outros finais de semana. Mas a gente se preocupa se vai continuar do mesmo jeito daqui para frente. Não dá para saber o que vai acontecer”, comenta.
APREENSÃO
O casal Marcela Maria Benedito Lima, 38 anos, e Márcio dos Santos Lima, 39 anos, não traz boas perspectivas para os comerciantes. Neste domingo, apesar de revelarem certa receia apreensão, eles permaneceram por cerca de uma hora na feira da Gustavo e fizeram compras em diversas barracas.
Contudo, Marcela já antecipa que não deverá repetir a visita nas próximas semanas. “Hoje, já evitamos tocar muito nas coisas, tomamos cuidado para não levar as mãos ao rosto. Daqui em diante, a ideia é ficar mais em casa”, diz, argumentando sobre o motivo de tamanha preocupação. “Além de ter filhos, trabalho como diarista e, se eu ficar doente, vou ter de deixar de trabalhar por um período em que ficarei sem renda”, acrescenta.