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Dinâmica familiar


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Ao volante, algumas evidências denunciam que o Duster mudou. A primeira delas é o próprio volante, que agora passa a contar com mais comandos, além de uma nova decoração, com detalhes em prata. O painel também mudou bastante. Perdeu o ar quase grosseiro e muito robusto, que distinguia o SUV, para adotar linhas mais limpas - e comuns -, com saídas de ar quadrangulares e superfícies lisas. A direção em si também mudou. O sistema de assistência agora é elétrico e, segundo a Renault, exige 35% menos esforço do motorista nos esterçamentos. Os bancos também estão mais encorpados e confortáveis, com melhor suporte lateral e nas costas. A tela da central multimídia um ficou um pouco mais alta, o que ajuda no acesso visual e tátil, mas poderia ter subido um pouco mais, para ficar realmente dentro do campo de visão do motorista.

As outras mudanças perceptíveis ficam do lado de fora. A carroceria manteve o estilo quadradão e rude, mas com novos vincos e detalhes. Os repetidores de seta, por exemplo, saíram da carcaça do espelho para se alojar na lateral do para-lama. Há um vinco duplo contornando o capô, as janelas traseiras ficaram um pouco menores e uma leve protuberância no para-lama traseira conduz às novas lanternas, quadradas. Na frente, o farol manteve o formato trapezoidal, mas ganhou uma assinatura em led no formato de "C", que também tem função de luz de condução diurna. O contorno nas caixas de roda manteve o formato bojudo, que alarga visualmente o SUV.

Na parte dinâmica, a não ser pela direção mais leve, tudo ficou como antes. O motor 1.6 é apenas suficiente para acelerar o SUV, sem maiores arroubos esportivos. No entanto, ele não se sai mal quando tem de enfrentar obstáculos típicos de estradas de terra mal conservadas - desde que não inclua lama, pois a tração é apenas na frente, sem qualquer recurso adicional, como diferencial com escorregamento limitado. A vantagem do modelo está na distância para o solo, de 23,7 cm, que também ajuda a criar bons ângulos de ataque e de saída, de 30º e 35º. Nesse ponto, o Duster reafirma a condição de "SUV raiz", embora tenha perdido a tração nas quatro rodas.

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