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Mandetta diz que País terá pico de casos do novo coronavírus até junho

FolhaPress
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O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, afirmou nesta terça (17) que o Brasil deve enfrentar o pico do novo coronavírus entre 60 e 90 dias. A estimativa é que os números de casos sejam elevados entre os meses de abril e junho e passem a atingir a estabilidade a partir de julho.

O ministro afirmou ainda que as medidas restritivas no país poderão ser elevadas neste período, mas não deu detalhes de quais. Ele informou ainda que o Ministério da Saúde está acompanhando a dispersão do vírus e o impacto no território nacional junto de outros ministérios. E lembrou ainda que o governo federal criou um gabinete de crise para tratar do caso.

Mandetta disse que o governo estima que de 80% a 85% dos casos do novo coronavírus no Brasil vão requerer apenas cuidados básicos, e que nos outros 15% haverá necessidade de internação.

Ele ponderou que, contudo, se houver uma taxa de 15% da população de uma cidade com necessidade de internação, isso ultrapassa a normalidade. "Como a gente já colocou várias vezes é que nós vamos ter 15% de pessoas que vão necessitar de internação hospitalar. É um número grande para qualquer cidade do mundo quando você fala em 15% das pessoas, as cidades nas rotinas delas nunca têm 15% de seus cidadãos internados. Elas têm um número médio, nunca tem mais tem 2%, 2,4% para 100 mil leitos para CTI, porque esse é o dimensionado e nesse momento nós vamos ter uma sobrecarga. Desses pacientes dos 15% que vão para a internação hospitalar, de 4% a 5% precisam de leito de CTI", disse.

Mandetta disse que o governo ainda avalia qual será o impacto da dispersão do novo coronavírus no Brasil. E que ainda não é possível saber se a situação local vai ser semelhante a de outros países já afetados como China, EUA e os países europeus. "Torcemos ainda para que o comportamento desse vírus possa ser mais brando, porém não temos bola de cristal", disse.

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