Nesta quarta-feira (18) foram confirmadas na Capital mais três mortes relacionadas à Covis-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Estado contabiliza agora quatro mortes.
As três mortes anunciadas nesta quarta são de três são homens, com comorbidades e com idades de 65, 81 e 85 anos. Todos foram atendidos em hospital privado da Capital. O paciente de 81 anos é morador do município de Jundiaí e os demais de São Paulo.
O primeiro óbito do Estado foi confirmado na terça (17), referente a um homem de 62 anos, com doenças crônicas, sem histórico de viagem, que faleceu dia 16, após ter ficado internado desde o dia 14 na UTI de um serviço privado.
SP também registra 240 casos confirmados em SP, sendo 214 na cidade de São Paulo, 6 em São Caetano do Sul, 6 em Santo André e 3 em São Bernardo do Campo. As cidades a seguir também registram 1 caso em cada uma delas: Osasco, Ferraz de Vasconcelos, Cotia, Barueri, Guarulhos, Mauá, Santana do Parnaíba, São José dos Campos, Campinas, São José do Rio Preto e Jaguariúna. As quatro últimas são os primeiros registros de casos confirmados no interior de SP.
O Estado de SP também registra 5.334 suspeitos e a equipe do Centro de Vigilância Epidemiológica está trabalhando na contabilização de casos descartados.
NO BRASIL
O número de casos do novo coronavírus subiu de 291 para 428 no Brasil. Os dados são de plataforma do Ministério da Saúde atualizada nesta quarta-feira (18). Ao todo, 16 estados e Distrito Federal já possuem com registros de covid-19. A maior parcela está em São Paulo, com 240 casos confirmados.
Também há registros no Rio de Janeiro (45), Distrito Federal (26), Rio Grande do Sul (19), Pernambuco (16), Minas Gerais (15), Paraná (13), Santa Catarina (10), Ceará (9), Espírito Santo (9), Goiás (8), Mato Grosso do Sul (7), Sergipe (5), Bahia (3), Amazonas (1), Rio Grande do Norte (1) e Alagoas (1).
NO MUNDO
O número de mortes na Itália por causa do coronavírus teve alta recorde para um único dia em um país: foram 475 as pessoas que morreram entre terça e quarta-feira (18), elevando para 2.978 o total. Os dados, divulgados pela Agência de Proteção Civil, mostram um aumento de 19% em um dia.
O país têm enfrentado falta de estrutura para atender aos doentes graves, que precisam de aparelho de ventilação e são os mais propensos a morrer. Em algumas cidades, os hospitais estão lotados, as unidades de terapia intensiva, sem vaga, e os cemitérios e crematórios têm filas de caixões.
A Itália é o país mais afetado pela pandemia na Europa. Na Lombardia, uma das regiões mais ricas e a mais afetada pela pandemia, houve 319 mortes no último dia.
O país europeu é o segundo em número de casos no mundo, atrás apenas da China, onde surgiram os primeiros casos, no final de 2019. O governo italiano colocou o país em quarentena na semana passada, mas isso ainda não conteve o crescimento acelerado tanto de casos quanto de mortes.
Já tiveram contaminação confirmada 33.713 italianos, dos quais 4.025 se recuperaram. Há 2.257 doentes em estado grave, 193 internações a mais em relação a terça. No total, quase 9.000 pessoas já morreram por causa do coronavírus no mundo, e a Europa já registra maior número de mortes que a China.
Até a 0h desta quarta, antes, portanto, dos números que mostram recorde na Itália, a Europa tinha 3.445 mortes registradas (em 25 de 48 Estados), 218 a mais que as 3.237 reportadas na China. O número total de casos chineses ainda era superior ao europeu (80.894 no país asiático e 80.529 na Europa), mas a maioria dos doentes na China já se recuperou, enquanto na Europa ocorre o inverso.
São 72.237 pessoas ainda doentes na Europa, das quais 3.569 em estado grave. Na China, os doentes são 8.043, 2.622 em estado crítico.