Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou, nesta quarta-feira (18), a decisão de acelerar a produção de equipamentos médicos urgentemente necessários para combater a pandemia de coronavírus e disse que uma estimativa de que o desemprego no país pode chegar a 20% representa o pior dos cenários.
Lutando para enfrentar um vírus que inicialmente minimizou, Trump disse que está invocando o Ato de Produção de Defesa, que permitirá que o governo acelere a produção de máscaras, respiradores, ventiladores e outros equipamentos necessários.
"Derrotaremos o inimigo invisível", afirmou Trump, dizendo que a crise em andamento basicamente o transformou em um "presidente em tempos de guerra". Ele disse ainda que invocará outra lei que permitirá que as autoridades dos EUA devolvam imigrantes que tentam cruzar ilegalmente a fronteira sul - que não será fechada, disse o presidente.
Trump disse que um navio-hospital será enviado à duramente atingida Nova York para ajudar pessoas afetadas pelo contágio e que um segundo navio-hospital será despachado para a Costa Oeste.
Ele defendeu sua descrição do coronavírus como "vírus chinês", apesar do receio de alguns norte-americanos de que ele esteja cometendo um insulto étnico. "Não é racista, nem um pouco. Ele vem da China", disse ele a respeito da doença, cuja origem foi rastreada em Wuhan, na China.
Aparecendo na sala de imprensa da Casa Branca para o que já se tornou uma coletiva diária com sua força-tarefa anti-coronavírus, Trump disse que iria sancionar o Ato de Produção de Defesa ainda nesta quarta.