O Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 1 de Bauru isolou um detento que teve contato com sua companheira no último fim de semana. A mulher apresentou sintomas e, segundo o secretário de Estado da Administração Penitenciária (SAP), Coronel Nivaldo Cesar Restivo, foi diagnosticada com o novo coronavírus, em Ribeirão Preto, na quarta-feira (18). A visita ao detento foi no domingo (15). Como medida de prevenção para evitar a propagação a outros detentos e servidores, o reeducando foi isolado dos demais presos da unidade prisional.
"A mulher teve contato com o detento no domingo e procurou uma unidade de saúde em Ribeirão Preto, onde foi diagnosticada com o coronavírus. O detento não está no grupo de risco, tem 27 anos e está assintomático. Mas, por medida de precaução, ele foi isolado dos demais presos, buscando evitar risco de contágio a outros detentos e servidores. Até o momento, não houve nenhum caso confirmado de Covid-19 no sistema prisional, nem entre detentos e nem entre servidores, e as medidas de contenção estão sendo tomadas", afirmo o titular da SAP, em entrevista ao JC.
O Estado determinou a suspensão da saída de reeducandos do regime semiaberto e as visitas ainda estão mantidas, porém, apenas com a entrada de uma pessoa por detento. Visitantes do chamado grupo de risco não poderão mais entrar nos presídios, assim como os menores de idade. "No caso dos menores, eles só podem fazer as visitas acompanhados por alguém com mais de 18 anos. Como apenas uma pessoa poderá entrar, não tem como menores de idade acompanharem", lembra o secretário.
MEDIDAS
As visitas passarão ainda por aferição de temperatura corporal e, caso apresentem febre ou outro sintoma, também será proibida a entrada. O procedimento já ocorreu no último fim de semana e se repetirá nos próximos dias de visitas.
Já a saída de presos está vetada por enquanto, para evitar que algum deles possa contrair o coronavírus e espalhar para outros detentos. "A saída de presos para o trabalho fora das penitenciárias está suspensa. A visita de igrejas e entidades ou organizações que trabalham com detentos também está temporariamente suspensa", conclui Nivaldo Cesar Restivo.