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Mortes na Itália ultrapassam China

Guy Faulconbridge
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - Os países mais ricos do mundo implementaram medidas de ajuda sem precedentes na economia global nesta quinta-feira, quando casos de coronavírus dispararam na Europa, novo epicentro da doença, com o número de mortos na Itália superando o da China continental. Com quase 228 mil infecções e mais de 9.200 mortes, a epidemia assusta o mundo e leva a comparações com períodos dolorosos como a Segunda Guerra Mundial, a crise financeira de 2008 e a gripe espanhola de 1918.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou que uma recessão global, "talvez de dimensões recordes", é quase certa. "Este é um momento que exige ação política coordenada, decisiva e inovadora das principais economias do mundo", disse Guterres. "Estamos em uma situação sem precedentes e as regras normais não se aplicam mais."

Os mercados têm sofrido perdas não vistas desde o colapso financeiro de 2008, com investidores correndo para o dólar norte-americano como um porto seguro. Mas as ações europeias e norte-americanas tiveram uma recuperação provisória na quinta-feira e os preços do petróleo se recuperaram, embora o alívio possa ser breve.

Formuladores de políticas de EUA, Europa e Ásia reduziram as taxas de juros e abriram torneiras de liquidez para tentar estabilizar as economias atingidas por consumidores em quarentena, cadeias de suprimentos interrompidas, transporte bloqueado e negócios paralisados.

O vírus, que se acredita ter surgido de vida selvagem na China continental no final do ano passado, se espalhou para 172 outros países e territórios, com mais de 20 mil novos casos registrados nas últimas 24 horas - novo recorde diário.

Casos na Alemanha, Irã e Espanha subiram para mais de 12 mil cada. Uma autoridade em Teerã disse no Twitter que o coronavírus estava matando uma pessoa a cada 10 minutos. O Reino Unido, que registrou 128 mortes, estava fechando dezenas de estações de metrô em Londres e ordenando que as escolas fossem fechadas a partir de sexta-feira.

Soldados italianos transportavam cadáveres durante a noite de um cemitério sobrecarregado no país mais atingido da Europa, onde 3.405 pessoas morreram, mais do que na China continental.

Em meio à escuridão, a China ofereceu um raio de esperança ao reportar nenhuma nova transmissão local. Os casos importados, no entanto, aumentaram.

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