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Doria e Covas decretam calamidade pública em SP por coronavírus


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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta (20) que o Estado e a capital paulista estão decretando calamidade pública por causa do avanço do novo coronavírus. A medida será publicada no Diário Oficial do Estado neste sábado, dia 21. "Não é para agravar a situação ou gerar pânico, mas permitir medidas adicionais e simplificar o processo de comprar e serviços essenciais", disse o governador.

Em entrevista coletiva, o governo do Estado deu os números do coronavírus em São Paulo. Até o meio-dia desta sexta-feira, 20, foram novos 286 casos confirmados no Estado, com cinco mortes. Há 24 pacientes em estado grave, internados em UTIs, todas de hospitais privados. A relação de casos suspeitos da doença chegou a 7.669 suspeitos.

ATENDIMENTOS

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, nesta sexta-feira (20), que os atendimentos ao público do Poupatempo, Detran e Junta Comercial estarão suspensos a partir de segunda-feira (23). A medida vale também para zoológico e 102 unidades de conservação e parques.

Doria disse ainda que haverá atendimento online do Poupatempo, Detran e da Junta Comercial. Também serão encerrados cursos presenciais do via rápida.

Já a rede de restaurantes Bom Prato terá horário estendido para redistribuir o fluxo diário de atendimentos.

“São Paulo já alcançou a margem de 70% de digitalização e melhoramos as condições de atendimento à distância da população por computadores e celulares. Evidentemente, não deixaremos à margem as pessoas de baixa renda ou desempregados que não tenham equipamentos. Essas pessoas não deixarão de ser atendidas pelos serviços básicos do Governo de São Paulo”, disse Doria.

A regulação do fluxo de pessoas vai atingir todos os postos do Detran.SP, bem como as 76 unidades do Poupatempo, os 17 Centros de Integração da Cidadania e os 58 restaurantes Bom Prato. A determinação é que os agendamentos deem prioridade a serviços digitais e que possam ser atendidos pela internet ou por correspondência.

Nos 58 restaurantes Bom Prato, a disposição de mesas e cadeiras será alterada para impedir que as pessoas se sentem muito próximas nos salões. Também fica suspensa a limitação de horários para servir cafés da manhã e almoços – as refeições serão servidas enquanto o estoque diário de cada unidade durar.

O Governador também confirmou a determinação para que parte do funcionalismo estadual passe a trabalhar de casa a partir desta terça. A medida vale por 30 dias, mas pode ser prorrogada. O sistema de teletrabalho vai abranger servidores com idade a partir de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas, hipertensos e pacientes com baixa resistência imunológica.

A medida não vale para servidores que atuam nas pastas de Saúde, Segurança Pública e Administração Penitenciária, além de outros serviços essenciais – metrô, trens, ônibus metropolitanos, Sabesp, Fundação Casa e Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual).

Também a partir desta terça, museus, bibliotecas e centros culturais administrados pelo Governo do Estado ficam fechados por 30 dias. O Governador também estende a recomendação para fechamento de cinemas, teatros e casas de espetáculos pelo mesmo período.

Já os 153 Centros de Convivência do Idoso – equipamentos do Estado para acolhimento diário a pessoas com idade igual ou superior a 60 anos – ficam fechados por 60 dias. “A prioridade absoluta do Governo de São Paulo é salvar vidas”, declarou Doria.

Comitê extraordinário

Doria ainda determinou a criação de um comitê administrativo extraordinário com poder de decisão para tomar medidas emergenciais durante a pandemia de coronavírus. O grupo é comandado pelo Vice-Governador Rodrigo Garcia, que também é Secretário de Governo.

Entre as medidas já tomadas pelo grupo, estão a decretação imediata de férias e licenças-prêmio para servidores de áreas que não prestam serviços essenciais e o corte imediato de viagens nacionais e internacionais de funcionários públicos estaduais a trabalho.

Eventos cancelados

O Governo de São Paulo restringiu ainda mais a realização de eventos públicos que poderiam gerar aglomerações. Pelos próximos 30 dias, estão suspensos todos os eventos estaduais que venham a agrupar pessoas em qualquer número – antes, havia tolerância a atos com até 500 pessoas.

A mesma recomendação vale para eventos de cunho privado, embora o Estado não tenha determinado proibição administrativa ou punições a organizadores que descumprirem a medida.

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