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Hidroxicloroquina: estudo sai em 2 meses

Estadão Conteúdo
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Brasília - O primeiro estudo clínico do País a testar o uso da hidroxicloroquina para tratamento de infecção pelo coronavírus terá seus resultados divulgados em dois ou três meses e envolverá 1,3 mil pacientes e 70 hospitais. A iniciativa, batizada de Coalizão Covid Brasil, será coordenada pelos Hospitais do Coração (HCor), Albert Einstein e Sírio-Libanês em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet) e o Ministério da Saúde. O laboratório EMS participará das pesquisas com a doação de parte dos medicamentos utilizados.

Os cientistas dividiram o projeto em três pesquisas. Nas duas primeiras, a hidroxicloroquina será testada sozinha ou em conjunto com um antibiótico. Na terceira pesquisa, o teste será feito com dexametasona, anti-inflamatório corticoide. Os três estudos serão feitos simultaneamente e avaliarão o resultado dos remédios em pacientes com diferentes níveis de gravidade.

Remédios a base de cloroquina têm registro há anos no Brasil para tratamento de doenças como artrite, lúpus e malária, mas ganharam destaque nos últimos dias após testes preliminares feitos por chineses e sul-coreanos mostrarem que as drogas são efetivas em limitar a replicação do novo coronavírus in vitro e provocar melhoras em pacientes tratados com o remédio.

Os testes internacionais, porém, foram feitos com um número pequeno de participantes, o que faz com que as evidências científicas sejam pouco robustas.

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