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Após proibição, campanha some do governo

FolhaPress
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O governo apagou postagens com mensagens da campanha "O Brasil não pode parar" de suas contas oficiais nas redes sociais após proibição da Justiça Federal no Rio de Janeiro.

A juíza Laura Bastos Carvalho decidiu neste sábado (28) que a União se abstenha de veicular peças publicitárias relativas à campanha "O Brasil não pode parar", defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e contrária a medidas de confinamento adotadas no país em meio à pandemia do coronavírus.

A reportagem verificou que postagens feitas nos últimos dias com a hashtag #OBrasilNãoPodeParar foram removidas pelo menos de dois perfis oficiais do governo, como a conta no Twitter SecomVC e, no Instagram, Governo do Brasil.

No Instagram havia a publicação de uma imagem com o slogan da campanha escrito e um texto com a seguinte mensagem: "No mundo todo, são raros os casos de vítimas fatais do #coronavírus entre jovens e adultos. A quase-totalidade dos óbitos se deu com idosos".

Mais adiante, a mensagem diz que o isolamento era recomendado para idosos e, para os demais, deveria haver atenção redobrada.

A decisão judicial impede a divulgação da campanha por rádio, TV, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital.

Procurada, a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) disse que não comentaria o apagamento dos posts.

Mais cedo, a Secom havia divulgado uma segunda nota reiterando que "definitivamente, não existe qualquer campanha publicitária ou peça oficial da Secom intitulada 'O Brasil não pode parar'".

AMPLIAÇÃO

A decisão diz ainda que o governo federal não deve publicar qualquer outra campanha que sugira à população brasileira os comportamentos que não estejam estritamente embasados com diretrizes técnicas.

A AGU (Advocacia-Geral da União) disse que aguarda ser intimada da decisão e solicitará subsídios dos órgãos envolvidos.

"A AGU irá apresentará em juízo todos os esclarecimentos necessários à elucidação da questão."

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