O Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, informou neste sábado (28) que o Brasil tem 3.904 casos de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus) e 114 mortes. Até sexta, eram 92 óbitos oficialmente notificados e 3.417 registros gerais.
Na mesma entrevista de balanço dos 30 dias de infecção, Mandetta contrariou diretrizes verbalizadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recentemente, especialmente ao reforçar a tese de que isolamento é fundamental no momento.
O presidente deixou claro, durante a semana, que é contra "parar o país".
"A gente vai ter que contratar aviões para embarcar produtos na China, para sair de lá e trazer para cá. Mais um motivo para as pessoas ficarem em casa. Porque se todo mundo sair ao mesmo tempo, vai faltar equipamentos", disse Mandetta sobre questões referentes às importações de produtos na China.
Mandetta também afirmou que medidas de isolamento já estão contribuindo para diminuir a ocupação de leitos de UTI pelo Brasil e mandou um recado: vai mostrar seu exame positivo para coronavírus, caso seja vítima algum dia. O presidente Bolsonaro nunca exibiu o seu e diz que a palavra vale mais.
AÇÃO E REAÇÃO
O primeiro caso foi registrado em 26 de fevereiro. A perspectiva do Ministério da Saúde para o próximo mês é de que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha.
Na sexta-feira, o governo anunciou uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de Covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.
A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões e vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês.