Essa frase "A economia não pode parar" é repetida ad nauseam por várias pessoas que querem romper com as ações das gestões públicas em relação à pandemia do coronavirus. Tem seu alicerce nas posições irresponsáveis do presidente de República e parte do seu staff governamental e apoiadores com o mesmo grau de irresponsabilidade. Posições desse tipo se repetiram nesse governo e levaram a economia para o buraco. O dado objetivo chamado PIB afirma isso: 1,1% em 2019. Um dos mais baixos da nossa história. Sem a pandemia, esse ano já antevia o fracasso novamente. Ou seja, a política econômica desse governo só favorece os especuladores. Esses sujeitos não produzem nada, absolutamente nada. Vivem de meras fofocas e de boatos.
Porém, a política econômica desse governo só se preocupa com eles. Portanto, não vai haver desenvolvimento, como ocorre em diversos países do mundo que adotaram essa política. Podemos ficar de olhos bem fechados e ignorarmos isso. Esse projeto simplesmente implodiu principalmente com as políticas públicas de saúde, educação e assistência social que são aquelas que garantem que a parcela da população em desvantagem e excluída pela violência do projeto neoliberal possam sobreviver. Notem: não é viver, mas sobreviver! Essa política tal como na Itália, nos deixa desguarnecidos para enfrentá-la. Por isso precisamos de fazer um esforço maior que outros países. Ou melhor, fazermos um grande esforço para não sobrecarregar o sistema de saúde, pois senão muitos morrerão e serão essa população em desvantagem. Aquela população que não tem uma quantia enorme de dinheiro guardada em casa.
No caminho do descaso com o povo, contribuindo com esse discurso genocida e para implodir o sistema de saúde, surgem as propostas e reivindicações de um grupo de empresários (sic!) de Bauru querendo terminar com as propostas de enfrentamento da pandemia implementadas pela gestão municipal. Propostas essas que são indicadas por todos os setores da saúde compromissadas com a vida da população mundial.
O empresariado bauruense, respaldados pelo Sincomércio (representa os comerciantes ou empresários?), deveria se organizar e fazer a cobrança dos bancos e do governo federal para repassar verbas para seus associados se manterem nesse período. Solicitar aos vereadores que convoquem uma reunião por videoconferência com os gerentes regionais das instituições financeiras em Bauru e discutir o repasse definido pelo governo federal. Conversar com seus associados e fornecer orientações para ajudarem os trabalhadores obterem a ajuda federal, ou seja, contribua para preservar sua mão de obra. Lembrem que são alguns setores da economia que estão parados e não "a economia". Agora, fazer a proposta de comprometer a saúde da população e continuar disseminando o vírus, não é admissível! Vamos responsabilizar a quem de direito e não a população indefesa. Lembrando ainda: quem sustenta esses empresários e compra desses comerciantes é essa população em desvantagem que vocês querem colocar em risco de morte. Sejam conhecidos como empresários e comerciantes preocupados com a vida e com a população. Quem faz parte dos 10% mais ricos não compra aqui e nem contribui com esses negócios. Serão momentos difíceis para a maioria da população e essas propostas imediatistas não contribuem com nada.