Economia & Negócios

Demissão em massa


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Tayguara Helou, presidente do Setcesp (sindicato das transportadoras de São Paulo) e diretor da Braspress, é um dos críticos do isolamento de toda a população. "Não podemos nos dar ao luxo de fazer o isolamento total, tem de ser o parcial [de pessoas de grupos de risco]. Temos uma situação econômico-social muito diferente de países como a Itália, que adotaram a quarentena." Para ele, um lockdown (bloqueio, em inglês) no País causaria demissões em massa e grande prejuízo econômico. A Braspress, que tem 6 mil funcionários, tem dado férias a parte dos empregados. O empresário Junior Durski, da rede de restaurantes Madero, foi um dos que criticou publicamente medidas mais restritivas, como a proibição ao funcionamento do comércio, no combate à pandemia. Durski recebeu críticas por ter publicado um vídeo em redes sociais em que dizia, por exemplo, "não podemos [parar] por conta de 5 ou 7 mil pessoas que vão morrer [em decorrência do coronavírus]." Em seguida, pediu desculpas e disse ter sido mal interpretado. Afranio Barreira, sócio da rede de restaurantes Coco Bambu, também afirma estar preocupado com as consequências econômicas da paralisação das atividades. "Eu entendo as premissas das organizações de saúde, elas estão corretas, mas se mantivermos as empresas fechadas para além do fim do mês, muitas delas vão ter de demitir em massa." Marcílio Pousada, diretor executivo da RaiaDrogasil, de farmácias, afirma que mesmo o segmento de farmácias, que viu impacto positivo nas vendas com a alta procura por máscaras e álcool gel, sofre retração de demanda com o isolamento social.

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