Em meio à pandemia, alguns empresários de Bauru estão se mobilizando para ajudar o município no enfrentamento à Covid-19. Inclusive, vários deles se dispuseram a comprar os testes para dar maior celeridade ao diagnóstico da doença e até a fabricar, localmente, os respiradores, tão necessários em casos mais graves do coronavírus. Mesmo dispostas à cooperação, as principais entidades ligadas ao comércio e aos serviços ainda se mostram a favor da reabertura das lojas a partir deste 1 de abril (leia mais abaixo).
Na semana anterior, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda (Sedecon) criou um grupo, via WhatsApp, que abriga pessoas ligadas a diversas instituições empresariais, como Fiesp, Ciesp, Acib, CDL, Sincomércio, Assenag, Apas, Sinduscon, Sebrae, Senai e Secovi.
Os membros das entidades se reúnem, por videoconferência, com os representantes da pasta e de outras secretarias municipais, ao menos, uma vez por semana.
Alguns associados levantaram a possibilidade de comprarem os testes para dar maior celeridade ao diagnóstico da Covid-19, mas aguardam um posicionamento por parte do Ministério da Saúde.
Além disso, a Sedecon conseguiu obter, junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, as especificações técnicas para a fabricação dos respiradores.
Parte dos empresários da cadeia de insumos destinados à indústria de baterias se ofereceu para produzir os equipamentos. "Embora dependamos da autorização dos órgãos sanitários competentes, em breve, poderemos ter boas notícias em relação à fabricação local dos respiradores", adianta a titular da Sedecon, Aline Fogolin.
COOPERAÇÃO
Na manhã de segunda-feira (30), os participantes do encontro virtual afinaram algumas situações relativas aos decretos municipais. "Pedimos, também, o apoio deles para pensarmos em uma política de acompanhamento dos informais e das microempresas", acrescenta a secretária.
Segundo Aline, as entidades de classe se mostram abertas ao diálogo e, de maneira geral, os seus associados procuram se alinhar com as medidas tomadas pelo poder público. "Os supermercados, por exemplo, começaram até a aferir a temperatura dos consumidores", constata.
Outro sinal de cooperação por parte do empresariado consiste nas doações de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras e álcool em gel, para os servidores da Saúde, que estão na linha de frente do enfrentamento à doença.
A titular da Sedecon estima que um pacote com 1 mil máscaras custe R$ 20 mil. "Recentemente, um empresário doou 3 mil itens do tipo ao município. No domingo (29), outro levou 50 galões, com cinco litros cada, de álcool em gel", finaliza.