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Após mais um óbito suspeito, prefeito endurece o tom por isolamento social

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A oitava vítima fatal suspeita de Covid-19 em Bauru foi anunciada, nesta quinta-feira (2), pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta. Ele ainda aproveitou a ocasião para endurecer o tom e cobrar mais rigor no isolamento social. Ainda durante o anúncio feito por meio de transmissão ao vivo, via Facebook, o chefe do Executivo disse que ampliará as fiscalizações em estabelecimentos essenciais abertos.

"Parece que as pessoas perderam a noção do momento crítico que estamos vivendo. A avenida Getúlio Vargas estava lotada e percebemos movimentação maior de pessoas por praças e ruas hoje (ontem). Não é o momento de afrouxar o isolamento, precisamos dele para evitar mortes. Não estamos em férias, é um momento de guerra", ressalta Gazzetta. O JC também notou o aumento na movimentação nos últimos dias (leia mais na página ao lado).

A oitava vítima suspeita da Covid-19 é um idoso, de 95 anos, com asma, que morreu com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) logo após dar entrada no serviço de urgência e emergência de um hospital particular de Bauru. O resultado é aguardado pela unidade médica e pela família.

Os casos suspeitos da doença na cidade aumentaram de 167 para 174. Um exame oriundo da rede particular retornou com resultado negativo, totalizando 15 descartes desde o início da epidemia. Vale ressaltar que Bauru possui três registros de Covid-19 confirmados, todos de pessoas na faixa entre 31 e 51 anos.

Em relação aos óbitos suspeitos, a faixa etária mais acometida é entre os 50 e 99 anos e de pacientes com comorbidades.

Dos 174 casos suspeitos, cinco são profissionais da saúde que tiveram quadro de síndrome gripal e acabaram afastados por 14 dias ou até que os resultados dos exames fiquem prontos.

FISCALIZAÇÃO

Ao citar medidas definidas pelo decreto municipal que permite atendimento ao público apenas em estabelecimentos essenciais, Gazzetta anunciou também nesta quinta que ampliará a fiscalização nesses locais nos próximos dias. "Eles terão que seguir rigorosamente o que está na legislação", cita, referindo-se ao espaço de 7 metros quadrados por cliente, que foi delimitado na lei, além de outras regras.

"As pessoas precisam entender que o supermercado não é lugar de reuniões, passeios e encontros. É um local para abastecimento neste momento. É a hora de comprar o necessário e voltar para casa", ressalta Gazzetta, em tom crítico.

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