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Prova de fogo

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

Talvez um dos testes mais difíceis aplicado ao ser humano é exatamente o que estamos vivendo. É uma prova dura fazer com que as pessoas tenham capacidade de se colocar no lugar do outro, de experimentar novas situações, quando todos estão no mesmo barco.

O individualismo que leva ao egoísmo, pode ser a forma mais penosa de alguém aprender que não vive sozinho, que não consegue fazer absolutamente nada sem o auxilio do outro. É uma cadeia que tem começo, meio e fim, e só vai ter um final feliz se todos se ajudarem. Sempre ouvimos falar que existem duas maneiras de aprender algo, pelo amor ou pela dor. Infelizmente, estamos passando pelo momento de aprender pela dor. E quem não conseguir se encaixar nessa nova situação corre o risco de ser crucificado.

A rapidez com que a informação circula pelas redes sociais não dá chance de as pessoas checarem se o que estão lendo ou passando para frente é mesmo real, ou não passa de boato. É nessa hora também que conseguimos medir a capacidade das pessoas de ter autocontrole, e não disseminar tudo que cai nos seus aparelhinhos, sem antes conferir a veracidade.

Mas o assunto aqui é mais que redes sociais. Trata-se de empatia, de respeito ao outro, de cuidados no trato com as pessoas. Se é preciso um tempo para que tudo volte ao seu curso, há que se respeitar esse tempo. E o que vemos?

Ao mesmo tempo em que aparecem exemplos de atitudes corretas, positivas e que contribuem para minimizar os problemas, surgem outras assustadoras, capazes de mostrar a que veio o ser humano. O exemplo preponderante da insensatez é o abuso por parte de algumas empresas, que aumentam os preços de produtos que estavam esquecidos nas gôndolas, e que agora são extremamente necessários.

Por outro lado, atitudes de coletividade, de nobreza até, surgem em vários cantos, como o dos jovens que se ofereceram para fazer compras, ir a bancos e farmácias para que idosos não saiam de casa, ou da jovem que faz comida e distribui para as pessoas idosas do seu prédio. Ao menos isso, mostra que nem tudo está perdido.

Um vírus é capaz de causar a destruição, mas também, tem capacidade de mostrar o quanto, e se, evoluímos ao longo do tempo, para passar por esses perrengues e aprender. Essa pandemia não é a primeira e nem será a última, aos menos para quem sobreviver ou para as futuras gerações. Portanto, seria melhor que aprendêssemos alguma coisa pelo amor. Bom senso, sabedoria e cuidados, são essenciais para que a gente sobreviva a mais essa tempestade!

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