Tribuna do Leitor

Culto das igrejas é essencial?

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

O debate continua: de um lado a Igreja Católica e as chamadas igrejas históricas ou tradicionais evangélicas e muitas comunidades e ainda a maioria das igrejas chamadas pentecostais, sem falar em judeus, budistas, mulçumanos e outros, que concordam ou defendem o isolamento social devido à pandemia.

De outro lado os neopentecostais defendem a função essencial de seus cultos e a flexibilização do isolamento social. O ensino de Cristo é de cada cristão, é templo do Espírito Santo, dispensando a necessidade de templo físico.

Além do que a comunhão dos irmãos pode ser feita por telefone, internet e o amor demonstrado no auxílio e na solidariedade. Os cultos ou missas necessários para o alimento espiritual podem ser feitos por rádio, TV e pela internet e meios criativos como um padre que dar a bênção via drive thru. Mas mesmo assim neopentecostais insistem na necessidade de cultos presenciais neste momento. Seja porque seus fiéis nem sempre dispõe de internet, seja porque causa uma queda nas arrecadações presenciais e o clima necessário para que elas ocorram.

Certo que no aspecto sanitário os cultos presenciais, neste momento, são indefensáveis pelo risco que causam e até, se analisarmos, são indefensáveis sobre o ponto de vista do amor ao próximo defendido por todas as religiões.

 

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