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Ministério da Saúde quer afrouxar isolamento social a partir do dia 13

Estadão Conteúdo
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Brasília - O Ministério da Saúde propôs afrouxar a partir do dia 13 o isolamento social em regiões que não comprometeram mais do que metade da capacidade de atendimento instalada antes da pandemia do novo coronavírus. A nova diretriz foi publicada no boletim epidemiológico divulgado pela pasta ontem.

Nesses Estados e municípios, o distanciamento amplo deverá ser substituído pelo isolamento seletivo, voltado aos grupos que correm mais riscos, como idosos e pessoas com doenças crônicas. Com a medida, o ministério pretende permitir a retomada gradual da circulação e da atividade econômica, uma das principais preocupações do presidente Jair Bolsonaro, que entrou em rota de colisão com governadores que adotaram medidas amplas de distanciamento social.

Por outro lado, regiões com mais da metade da capacidade ocupada deverão manter regras de isolamento amplo até que seus sistemas de saúde estejam providos de leitos, respiradores, testes, equipamentos de proteção e equipes de saúde suficientes. O secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, não deu detalhes da medida.

Outra estratégia de transição de isolamento apresentada nesta segunda é a que definiu critérios para manutenção ou suspensão de afastamento de profissionais da saúde e da segurança pública. No primeiro momento, valem apenas para esses trabalhadores que atuam na linha de frente, mas serão ampliados para as demais cadeias produtivas conforme testes para a doença ficarem disponíveis.

Segundo o ministério, médicos, enfermeiros e policiais só deverão permanecer em isolamento nos casos em que houver a indicação expressa. Um diagnóstico por exame ou avaliação médica atestando a segurança do retorno será suficiente para que esses trabalhadores retornem às funções.

O documento menciona também profissionais que estão no grupo de risco, mas que não podem ser afastados das funções. A recomendação é de que eles sejam usados em atividades de gestão, suporte ou assistência em áreas afastadas de pacientes contaminados.

Apesar das medidas de transição mencionadas no boletim, o secretário reforçou a importância do isolamento amplo neste momento.

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