Internacional

Quarentena chega ao fim em Wuhan

FolhaPress
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Wuhan - Quando o governo chinês aliviou parte das restrições dos dois meses de quarentena em Wuhan, no final de março, a primeira coisa que Hector Infante fez foi sair para comprar chocolate e correr em volta do quarteirão. Agora que a cidade onde começou a pandemia de coronavírus no mundo foi reaberta, nesta quarta-feira (7, quinta, 8, pelo horário local), ele já sabe o que vai fazer: ir a um lago em um bairro distante, para ver, enfim, outro cenário que não sua própria quadra.

Nesta quarta (8), após um duro isolamento que surpreendeu o mundo quando foi anunciado, mas se provou eficiente para a redução do contágio, a província de Hubei, onde fica Wuhan, foi reconectada ao restante do mundo. Os voos e trens foram reativados, o transporte público voltou a funcionar e os taxistas e motoristas de aplicativo também puderam retomar o trabalho.

Mas algumas restrições persistem. Escolas, por exemplo, não reabriram. Continua sendo obrigatório o uso de aplicativo de celular no qual o governo controla histórico de saúde, endereço de residência e deslocamento em tempo real de cada cidadão. Para viajar ou entrar em supermercado, por exemplo, é preciso estar em dia com esse app.

Os moradores de Wuhan continuam usando máscaras ao sair de casa. Ainda sob o trauma coletivo da perda de amigos, conhecidos e parentes para a Covid-19, a população não tem ido às ruas em grande quantidade, segundo relato do New York Times. "A recuperação da vida social e a normalização da rotina vão ser um processo bastante lento", diz Hector. "Temos que levar a situação com calma, até para não recairmos numa nova onda da epidemia."

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