Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis vão seguir presos no Paraguai, mas agora em prisão domiciliar. Nesta terça-feira (7), após 32 dias da detenção do astro em Assunção, o juiz Gustavo Amarilla decidiu mudar o regime de reclusão. Ele agora ficará em um hotel da cidade.
O veredicto que relaxou a condição de Ronaldinho foi tomada em audiência em que a defesa do ex-atleta apresentou o pagamento de fiança de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8,3 milhões). Além disso, os advogados Sergio Queiroz e Adolfo Marin indicaram que ele e Assis vão ficar no Hotel Palmaroga, na capital paraguaia.
"O valor da fiança foi importante", disse o promotor Osmar Legal. "Antes, haviam apresentado como garantia uma casa que não estava nem no nome dos dois, agora a defesa abriu uma conta corrente no nome deles e fez o depósito dos valores."
O dinheiro foi depositado no Banco Nacional de Fomento. Se Ronaldinho e o irmão tentarem fugir, a quantia vai ser resgatada. Os brasileiros ficarão sob custódia no hotel, por exigência da promotoria.
Com a documentação do pagamento da fiança e da hospedagem, o juiz optou por permitir que os brasileiros fiquem em prisão domiciliar enquanto aguardam a sequência das investigações e o julgamento, embora o Ministério Público defendesse que ambos seguissem detidos, pois, soltos, poderiam atrapalhar as investigações.
Assim, a defesa de Ronaldinho, enfim, conseguiu uma vitória no processo após três recursos anteriores terem sido negados pela Justiça paraguaia. A prisão preventiva no país poderia durar até seis meses, sendo que o sistema judiciário do Paraguai está parcialmente fechado.
Com a decisão do juiz Amarilla, a ida dos irmãos para o hotel no centro de Assunção, localizado a pouco mais de três quilômetros de onde estão presos, passou a depender da aceitação de ambos das regras estabelecidas. Pelas leis paraguaias, ainda que os advogados tenham participado da audiência em que a decisão foi tomada, sua efetivação só ocorre com a concordância expressa dos beneficiados.
Ronaldinho e Assis foram detidos em 6 de março, quando deram entrada no Agrupamento Especializado, um quartel da Polícia Nacional adaptado como presídio em Assunção. Desde então, eles cumpriam prisão preventiva por usarem passaportes falsos na chegada ao país, dois dias antes, e documentos de identidade paraguaios ilegais.