O Ministério da Saúde indica o uso de cloroquina e hidroxicloroquina apenas para pacientes diagnosticados com a Covid-19 que estejam internados com quadro grave de saúde. O ministro Luiz Henrique Mandetta disse que não mudará o protocolo antes de evidências científicas robustas sobre segurança e eficácia da droga administrada para pacientes leves.
"O que a gente alerta é que esse medicamento não é inócuo, não é um remédio que a gente fala 'isso não tem problema nenhum'", afirmou. Segundo Mandetta, 33% dos que tomaram o medicamento tiveram de suspender o uso.
Ainda de acordo com o ministro, o uso profilático das substâncias como prevenção não é recomendado. Ele disse que metade da população não vai ter a doença. Dos que tiverem, a maioria vai ser assintomático, vai criar anticorpos e não saberá se teve ou não a covid-19. Dos que tiverem sintomas, afirmou, 85% vão ficar bem sem nenhum tipo de remédio, "tomando chá ou tomando placebo, farinha".
"Apesar de dados promissores, ainda não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da covid-19", afirma a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).