Articulistas

As duas faces da moeda

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

Tudo tem dois lados. Qualquer um pode ser negativo ou positivo, dependendo do ângulo que se avalia um fato. O ser humano sempre precisa acreditar em algo, seja através da religião ou da natureza, mas em tempos de crise todo mundo se apega a Deus, dando forma ao invisível.

Quem acredita, defende que a oração tem poder de curar qualquer tipo de doença, seja física ou mental. Quem diz que não acredita em nada, os chamados ateus, não admitem nada que possa surgir, e que seja superior ao que eles defendem.

Tanto um quanto outro acabam por esquecer que existem situações as quais temos o controle e outras que não conseguimos evitar. Neste momento de plena crise mundial, por conta de um vírus que se espalha rapidamente provocando a morte de uns e não de outros, é possível avaliar o grau de evolução do ser humano.

Enquanto uns se desdobram para dar conta de suas vidas, trabalhando de forma incansável para cuidar de desconhecidos ou de amigos e parentes, outros aproveitam o momento para ficar em casa, se proteger e tirar proveito de toda crise imputando a culpa em alguém.

O respeito, ao menos de uma parcela da população, passa longe de ser real. Todo mundo exige respeito, mas respeitar o outro é que se torna difícil. Estamos passando por uma situação inusitada para muitos, e já vivenciada por outros, o que provoca o choque de reações entre os protagonistas desse capítulo da história.

A vida é, sim, como uma peça de teatro. Há os que executam bem o seu papel, outros mais ou menos e há os que passam varrendo quem e o que encontram pela frente.

Chega a ser cruel a postura de alguns seres humanos, principalmente os que tentam se redimir dos erros, como se pudessem apagar suas ações até então. Há também, os que são benevolentes sempre, e em momentos difíceis, continuam a exercer o papel que lhes cabe.

Enfim, é nas crises, que os lados da moeda são expostos sem máscaras, quando se trata de cada um defender a própria vida e a dos seus. A evolução humana caminha a passos lentos. Talvez por isso, vez ou outra, surjam essas criaturinhas quase invisíveis para balançar a estrutura da humanidade.

Isso vai passar.

Quem sabe a gente aprende alguma coisa!

Comentários

Comentários