Brasília - Ainda existem seis mil brasileiros no exterior que pediram ajuda às embaixadas e aguardam posição do governo federal para retornar ao País. O número é do Itamaraty, responsável por providenciar a volta dessas pessoas em meio ao fechamento de aeroportos e limitações de voos pelo mundo por causa da pandemia do coronavírus.
"O clima é de pavor", diz a jornalista Bia Campilongo, que tenta deixar a Itália, um dos polos da doença. O guia turístico Adriano Leal está em um hostel na Tailândia e divide um quarto pequeno com oito desconhecidos. "Vivo de doações. Aqui é impossível me proteger contra o coronavírus", relata o brasileiro.
As dificuldades enfrentadas aumentam a cada dia à medida que o sistema de saúde das cidades entra em colapso. A superlotação de hospitais, o aumento no número de mortos e a dificuldade da população local sair para fazer compras expõe ainda mais os estrangeiros.
Bia está em Lecce, no sul da Itália, e já teve quatro voos cancelados na tentativa de voltar ao Brasil. "São mais de R$ 10 mil presos em passagens aéreas", revela. Hospedada em um apartamento, ela perdeu a conta do número de vezes que pediu ajuda para a embaixada brasileira. "A resposta deles é apenas de pedir para que a gente preencha infinitos formulários."
A Itália é um dos epicentros do coronavírus. Bia está em um grupo de WhatsApp que conta com outros 47 brasileiros que tentam voltar do país europeu. "O clima aqui é de pavor.", relata