Esportes

Recomeço

Luis Felipe Carrion
| Tempo de leitura: 3 min

Um dos maiores dramas que os jogadores de futebol enfrentam são as lesões, que os afastam do gramado nos melhores momentos de suas carreiras e quando retornam já não apresentam mais o mesmo rendimento de antes. Em outros casos, a contusão pode levar ao encerramento da trajetória de um atleta e uma nova caminhada dentro do próprio esporte. É isso que ocorreu com Robison Ferreira dos Santos, o Robinho.

Nascido em Birigui, ele atualmente vive em Agudos. Atuando como goleiro, o início da caminhada de Robinho no futebol foi no time da cidade natal, o Bandeirante. Ele se recorda, inclusive, que em uma ocasião estava no banco de reservas em jogo contra o Noroeste, no Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru.

Na sequência, começou a rodar o Brasil e passou por diferentes equipes das regiões Nordeste e Sul: Araçatuba, ainda em São Paulo; 4 de Julho, do Piauí; Tiradentes, do Ceará; River e Paranaíba, do Piauí; Caçadorense e Guarani de Palhoça, em Santa Catarina. Nesses times, ele teve a chance de disputar campeonatos estaduais e Copa do Brasil.

Em 2015, entretanto, Robinho precisou abandonar a carreira profissional, devido a uma lesão que havia sofrido inicialmente em 2008: rompimento de 30% do tendão do ombro direito. Nos primeiros anos após sofrer a lesão, o goleiro estava jogando no Nordeste e, pelo clima ser mais quente, sentia pouco os efeitos. Após começar a atuar no Sul do Brasil, passou a sentir mais dificuldades.

"O tempo era mais fresco. Então, foi onde eu comecei a sentir fisicamente. Acabou voltando a lesão para pior e eu não consegui dar sequência no futebol profissional. E também era difícil, porque às vezes eu passava oito meses desempregado e aí tinha ano que ficava quatro meses empregado e o restante eu ficava esperando uma outra oportunidade. Nem sempre você consegue manter o ano inteiro empregado e, juntando com a lesão, eu preferi deixar o futebol de lado", explica.

RETOMADA NO AMADOR

Após se aposentar, Robinho foi morar em Agudos e passou a trabalhar como encarregado de uma indústria de cosméticos na cidade vizinha. O futebol, no entanto, voltaria logo a fazer parte da vida do goleiro, pois ele recebeu convites para participar dos campeonatos amadores de Bauru, disputando a Copa Semel, a Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA) e também a Copa Golden Master.

Ingressando em 2016, ele defendeu até hoje o Bela Vista, de 2016 a 2017, a Portuguesa, em 2018, e o Complexo Mary Dota, em 2019, na Copa Semel e na LBFA. Na Golden Master joga pelo São Domingos desde 2016. Nesses anos atuando ganhou a LBFA do ano passado pelo Complexo e quatro vezes a Golden Master pelo São Domingos. Devido à lesão, o goleiro procura adotar uma postura curiosa quando está jogando: usar mais os pés do que as mãos.

"Hoje eu até jogo bola com a mão. Mas, eu procuro evitar por causa da lesão. Na maioria das vezes, quando pego a bola, eu saio jogando com os pés justamente por isso. Como machuquei o ombro, toda vez que eu jogo com a mão me faz lembrar dessa lesão e, às vezes, sinto muita dor", detalha.

Mesmo há alguns anos atuando e já campeão, Robinho ainda ganhou o Troféu Ligado, mas já foi destaque nas competições em que disputa. "Já me falaram várias vezes do Troféu Ligado. Ainda não tive a chance de ganhar. Nesses anos que joguei o master ganhei o troféu de goleiro menos vazado", conta.

 

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