Lisboa - Após a corrida pelo papel higiênico, os supermercados portugueses enfrentam agora a procura acima da média por farinha e fermento. Nas redes sociais, há quem brinque e atribua o fenômeno à chamada "pãodemia", um interesse renovado das pessoas por produzirem seu próprio pãozinho.
Os portugueses são há séculos especialistas na arte da padaria. O país leva a sério a questão, cada região é orgulhosa do seu pão típico e existe até museu dedicado ao assunto, o Museu do Pão, em Seia (centro do país).
Agora, com a pandemia e mais tempo em casa, o interesse pelo assunto se renova. Pesquisa na plataforma Google Trends mostra aumento expressivo nas buscas por receitas de pão.
O aumento do interesse pela fabricação caseira da iguaria já é sentido nos mercados, onde os relatos de falta de farinha e, principalmente, de fermento, são cada vez mais frequentes.
Uma reportagem do jornal Washington Post dá conta de que o aumento pelo interesse na fabricação de pão tem acontecido em vários países da Europa e também nos EUA.
'PÃODEMIA'
Nas redes sociais, a apresentadora Filipa Gomes, à frente de um programa de culinária na televisão portuguesa, é apontada como uma das responsáveis pela "pãodemia", ao divulgar uma receita simples de pão caseiro, com farinha comum e sem necessidade de horas de trabalho.
Sem previsão de saída do estado de emergência, em vigor desde 19 de março, é possível que os portugueses ainda tenham muito tempo para testar receitas.