Agudos - O prefeito de Agudos (13 quilômetros de Bauru), Altair Francisco Silva, anunciou no fim da noite desta terça-feira (14) que cortará 50% do seu salário e reduzirá em até 25% a remuneração de servidores em cargos de confiança e comissionados por três meses. Em Marília (100 quilômetros de Bauru), o prefeito Daniel Alonso decidiu ficar sem subsídio durante a pandemia no novo coronavírus (Covid-19).
Segundo a Prefeitura de Agudos, a decisão de Altair foi tomada considerando a arrecadação do município, que caiu por conta da crise econômica gerada pela pandemia. Os recursos economizados serão destinados a investimentos na área da saúde e para manter as obrigações e compromissos da administração.
"Reduzindo meu salário em 50%, também terei que reduzir minhas despesas pessoais", diz. "Esse corte me afeta em muito porque não tenho outra fonte de renda, por me dedicar exclusivamente para o município de Agudos, mas precisamos disso para ter um fôlego e a prefeitura poder respirar".
O prefeito pontuou que, em apenas duas semanas, o município teve uma perda de arrecadação de quase R$ 600 mil. A queda significativa levou à decisão de enxugar a folha de pagamento, por meio da redução do próprio subsídio e dos salários dos cargos de confiança e comissionados.
"Minha atitude, cortando meu próprio salário e o da minha equipe, não trás o resultado financeiro que precisamos, mas expressa um gesto, uma demonstração de que todos terão que se sacrificar um pouco para que a prefeitura sobreviva e preste os serviços necessários para a população", declara.
Altair contou ainda que o município receberá cinco médicos para apoiar o atendimento à população e agradeceu o esforço da população, que tem respeitado as medidas de isolamento social.
REAÇÃO EM CADEIA
Nesta quarta-feira (15), ao anunciar o corte integral do próprio subsídio durante a pandemia, por meio de nota, o prefeito de Marília explicou que a medida visa reforçar as ações de combate à Covid-19 na cidade. "Vamos enfrentar momentos difíceis por conta da crise e precisamos fazer gestos de extrema economia no poder público. Vamos iniciar por quem lidera", declarou.
Conforme o JC noticiou, quem "puxou a fila" na decisão de reduzir salários foi o prefeito de Lençóis Paulista, Anderson Prado. Na segunda-feira (13), ele comunicou que diminuirá em 50% o valor do seu subsídio para ajudar no reequilíbrio das finanças públicas.
Os subsídios dos secretários municipais e servidores com funções gratificadas e comissionados da cidade também sofrerão cortes, mas de 25%. Nesta terça-feira (14), o prefeito de Lins, Edgar de Souza, anunciou que reduzirá em 30% o próprio salário, durante três meses.