Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), divulgaram nota conjunta na noite desta quinta- (16) em que dizem esperar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não mude a polícia de isolamento social no combate à proliferação do coronavírus com a demissão de Luiz Henrique Mandetta do ministério da Saúde.
Na nota, Maia e Alcolumbre elogiaram o trabalho desenvolvido por Mandetta durante o período que ficou frente à pasta. Segundo eles, a saída de Mandetta não é positiva. Os parlamentares afirmaram que esperam que o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, dê continuidade ao trabalho que já vinha sendo desenvolvido pelo antigo ministro. Mais cedo, Maia já havia exaltado o trabalho de Mandetta.
Deputados e senadores lamentaram a decisão do presidente de demitir Mandetta, defendendo o rigor técnico do auxiliar e o uso da ciência no combate ao coronavírus. O vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG), afirmou que a demissão acontece em um momento traumático, lamentou a mudança e falou que o presidente responde pelas consequências de seus atos.
O líder do Cidadania, Arnaldo Jardim (SP), afirmou que Mandetta desempenhou um bom papel na condução da grave crise de saúde e que espera que a ciência siga como o principal norte do ministério, no enfrentamento à Covid-19.
O DEM, partido do ex-ministro, afirmou que Mandetta é um motivo de orgulho para o Democratas e que tem o total apoio e solidariedade da sigla.